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As armadilhas escondidas na coleta e no uso de dados nas empresas

As armadilhas escondidas na coleta e no uso de dados nas empresas

As empresas brasileiras já contam com dashboards confiáveis e até inteligência artificial para ajudar na análise dos dados coletados. Mas ainda há problemas ocultos quando falamos sobre a coleta e o uso de dados pelas empresas. São essas armadilhas que a pesquisa Panorama de Dados 2025, realizada pelo HubSpot, mostra, trazendo insights para usarmos da melhor forma possível os dados coletados. Vem saber mais!

Sobre a pesquisa

O objetivo da pesquisa foi entender até que ponto as empresas confiam em seus dados e utilizam IA, mas também compreender as barreiras práticas e culturais que ainda impedem a evolução digital no dia a dia.

A pesquisa foi realizada com lideranças em marketing, vendas e operações – como CMOs, RevOps, diretores e administradores – de empresas com portes e perfis variados.

A seguir, confira as armadilhas escondidas na coleta e no uso de dados nas empresas e descubra se você está caindo em alguma.

Soluções paralelas para coleta de dados

A pesquisa mostrou que há contradições quando falamos em confiança nos dados da empresa. Apesar de os dados afirmarem que 90% dos profissionais têm visibilidade moderada a alta sobre o fluxo de informações em suas empresas, 81% dos colaboradores ainda recorrem a soluções paralelas como planilhas e grupos de WhatsApp para gerenciar dados de clientes.

Esse comportamento representa alguns riscos. Quando a coleta de dados dos clientes não é fluida o suficiente, pode gerar um ambiente de decisões fragmentadas, retrabalho e até a possibilidade de vazamento de dados sigilosos, sensíveis e estratégicos.

Utilizar ferramentas demais

Segundo a pesquisa, 80% das empresas utilizam até cinco ferramentas diferentes para lidar com dados de clientes, e sete em cada dez equipes gastam até cinco horas semanais apenas limpando ou transferindo dados entre sistemas. Ou seja: ao invés de ajudar, essas ferramentas podem, na verdade, ocupar mais ainda o tempo da equipe. 45% das empresas disseram que já perderam oportunidades de negócio porque seus dados estavam desconectados. A perda de clientes e de contratos ocorre por falta de integração, e não necessariamente por falta de competência da equipe ou assertividade estratégica.

Falta de maturidade para usar IA

Apesar da “empolgação” para usar a IA e otimizar seu trabalho, muitas equipes ainda apresentam baixa maturidade para utilizar essa tecnologia. O efeito acaba sendo o contrário, gerando aumento no trabalho da equipe. Nove em cada dez empresas já exploram ou utilizam ferramentas de IA, e quase metade afirma usar inteligência artificial de maneira ativa em múltiplas áreas do negócio, mas a falta de expertise interna, as preocupações regulatórias ou éticas e a fragmentação dos sistemas ainda são desafios. A IA deixa de ser uma aliada e se torna um empecilho nos processos. A pesquisa revela que 69% ainda veem as ferramentas como ‘complexas demais’, demonstrando uma lacuna de aprendizado e implementação.

Resistência cultural

O Brasil enfrenta uma dificuldade maior quando falamos da adoção de IA, como a percepção de complexidade das ferramentas e a própria resistência cultural. Segundo a pesquisa, 58% das empresas enfrentam resistência interna. Já num contexto mais amplo, analisando empresas da América Latina, o desafio reside na ausência de verba suficiente para migrar suas operações para um CRM unificado ou mesmo para a manutenção de sistemas legados.

Falta de padronização nos relatórios

Crédito: Freepik

Segundo os dados, apenas 44% das empresas operam com relatórios padronizados entre as áreas. Muitos relatam divergências entre relatórios personalizados, visões não consolidadas e dados conflitantes entre departamentos, um desalinhamento que causa atrasos e erros que impactam diretamente a performance.

O caminho ainda é longo

O relatório revelou que há um desafio técnico, cultural e operacional quando falamos na coleta e uso de dados pelas empresas. A desconexão entre as plataformas gera custos, mesmo que silenciosos, como o tempo da equipe para limpar e organizar diferentes bases e visões. A inteligência artificial já chegou nas empresas, mas a falta de conhecimento e a resistência cultural não está deixando a IA entregar totalmente seu valor. A forma com que as empresas decidem utilizar os dados coletados e aproveitar o potencial da inteligência artificial é que pode definir quem vai se destacar perante a concorrência.

Conte com a Nexa

Sabemos da importância da coleta e análise de dados que possam gerar insights acionáveis para embasar a tomada de decisão. Investir em um fluxo mais leve e direto para a coleta de dados é a melhor escolha, e permite o consumo de relatórios padronizados que trarão mais clareza para enxergar novas oportunidades. A equipe da Nexa está pronta para ajudar sua empresa a coletar e analisar dados de forma mais inteligente, contribuindo para definir os próximos passos da empresa.

Se o seu desafio é desenvolver cultura de dados e ampliar a maturidade do time, conte com nossa expertise com experiências educacionais personalizadas de acordo com as necessidades de cada empresa. Vamos ajudar a transmitir o conhecimento necessário para que seu time avance em temas importantes e se sinta mais confiante para implementar novas tecnologias.

Que tal cocriar os próximos passos de uma cultura data-driven? Conte com a gente.

No mês de março, a Nexa esteve à frente de uma série de projetos estratégicos, atuando de forma transversal em diferentes setores, da educação à saúde. Essa diversidade de frentes reforça nossa capacidade de compreender contextos distintos e desenvolver soluções sob medida, conectadas aos desafios reais de cada parceiro.

Ao longo do período, conduzimos processos aprofundados de mapeamento da jornada do cliente, com o objetivo de identificar pontos de melhoria, oportunidades de inovação e direcionadores estratégicos. Esse trabalho foi realizado com o Sesi Alagoas, a FTD Educação e a Catálise, contribuindo para a construção de estratégias mais assertivas e orientadas a resultados.

Também atuamos na gestão de projetos e no design de experiências educacionais, colaborando com a Católica de Santa Catarina – Centro Universitário na criação de iniciativas mais envolventes, relevantes e centradas nos alunos, capazes de gerar valor tanto para a instituição quanto para seus públicos.

Na frente de pesquisa e desenvolvimento, realizamos estudos de mercado, apoiamos a criação de novos produtos e estruturamos estratégias com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná e o Hospital São Marcelino Champagnat, sempre com foco em gerar inteligência para tomada de decisão e impulsionar inovação.

Além disso, desenvolvemos o planejamento estratégico para o SINDIPAR – Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná, orientado a apoiar decisões de futuro na área da saúde, considerando tendências, cenários e oportunidades de crescimento sustentável para o setor.

E esses são apenas alguns dos projetos de 2026 em que a Nexa mapeia tendências e comportamentos para que as empresas criem e aproveitem as oportunidades. Vem mais por aí!

Para finalizar nossa Nexa News sobre coleta e uso de dados nas empresas, trazemos a frase de Paul Daugherty, que já chefiou a Accenture e escreveu o livro “Human + Machine”, que explora como empresas podem combinar pessoas e IA para gerar mais valor.

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