Por muito tempo, a função das empresas foi sobre gerar resultados, minimizar riscos e eliminar variações – a padronização era a melhor escolha estratégica para muitas delas. Com o passar do tempo, esse modelo deixou de entregar os mesmos resultados de antes. Mesmo assim, alguns gestores insistem nessa estratégia. A seguir vamos falar mais sobre as Organizações Polvo e porque essa pode ser uma boa estratégia para sua empresa prosperar em 2026.
Sua empresa é uma “Organização Homem de Lata”?
A expressão “Organização Homem de Lata” é inspirada no personagem do filme Mágico de Oz, o Homem Lata, conhecido por ser rígido, desajeitado, lento para se mover e reagir, lém de não ter muita iniciativa.
As organizações que se assemelham a essas características foram criadas para a era da produção em massa, tendo a hierarquia tradicional (vertical) como foco. O problema é que elas continuam existindo em um mundo complexo e que exige adaptação e descoberta. O modelo de trabalho e de gestão passou de transacional para relacional. As pessoas não querem mais “receber ordens”, elas querem ser ouvidas e ter autonomia.
Apesar de muitas empresas sentirem na pele essa mudança, se negam a mudar seu modelo de negócio. No máximo, investem em tecnologias digitais e no cultivo da agilidade, ações que, quando isoladas, podem não gerar resultados satisfatórios. É por isso que atualmente as organizações que adotam a postura de um polvo podem alcançar melhores resultados. Vamos falar mais a seguir.
Organização Polvo
A expressão é inspirada no animal marinho que é adaptável, curioso e inteligente. Com oito tentáculos que podem pensar e agir de forma independente – e é assim que as Organizações Polvo também agem. Elas são capazes de prosperar na complexidade e abraçar a mudança contínua, sabem como aproveitar a inteligência de seus colaboradores, integrando uma gama de esforços de forma natural. São capazes de perceber sinais sutis do mercado, aprender e mudar de rumo rapidamente para navegar nas incertezas.
Complexo é diferente de complicado
Muitos gestores não percebem a diferença entre um sistema complexo e um sistema complicado. Em sistemas complicados, cada parte pode ser prevista e controlada. Já nos sistemas complexos, pequenas mudanças geram impactos imprevisíveis nos resultados. À medida que o mundo se torna mais complexo, cresce a necessidade de empresas capazes de lidar com a incerteza, apostando em inteligência distribuída, aprendizagem contínua e capacidade de adaptação.

Para entendermos melhor o sistema complicado e o sistema complexo, pense nos processos de atendimento ao cliente de uma Organização Homem de Lata. Provavelmente, as equipes usarão roteiros prontos para isso. Já no caso de uma Organização Polvo, entram em cena a escuta ativa e a empatia como parte do script, abrindo oportunidades para customização e até mesmo encantamento dos clientes.
Além disso, é comum vermos em Organizações Homem de Lata um departamento exclusivo para a inovação, com ambientes criativos (e isolados), geralmente atuando no desenvolvimento de ideias que depois são repassadas a outras áreas para implementação. Já em Organizações Polvo, a inovação não é um time ou uma sala. Mas uma cultura, que ocorre de forma distribuída. Colaboradores que atuam como agentes de inovação entendem que o trabalho diário, o foco no cliente e cocriação são boas formas de inovar. São empresas e equipes que experimentam, aprendem e constroem.
Como se tornar uma Organização Polvo
Não é porque você enxerga sua empresa como uma Organização Homem de Lata que ela não pode se tornar uma Organização Polvo, mas é importante lembrar que não existe uma receita ou um manual para isso. É necessário uma mudança de mentalidade, que deve ser guiada pelos seguintes princípios:
Faça mudanças com as pessoas, não para elas
Procure abandonar a premissa da hierarquia vertical, entendendo em que áreas e projetos a hierarquia horizontal pode ser adotada. Aproveite a inteligência coletiva, a experiência e a motivação das pessoas para resolver os desafios de negócio. Se seus colaboradores não se sentem motivados a sugerir soluções ou experimentar novas ideias, isso quer dizer que sua organização ainda pode estar presa à mentalidade do Homem de Lata…
Conecte aprendizado e impacto
Crie hipóteses e faça experimentos diários para descobrir o que pode melhorar. Mesmo que o experimento não gere o resultado esperado, ele sempre irá gerar aprendizado. Mudanças que ajudem a gerar impacto e que promovam aprendizado devem ser priorizadas e bem-vindas.
Faça menos para alcançar mais
O foco é praticar o essencialismo: diminuir processos e ganhar tempo. Procure o que pode ser eliminado, começando pequeno. Um ponto de partida é a própria gestão da equipe. Algumas mudanças podem melhorar a clareza da comunicação, como definir reuniões mais curtas ou abandonar ferramentas que mais atrapalham do que ajudam.
Essas mudanças ocorrem ao longo do tempo e, em grandes organizações, é possível ter setores com características Homem de Lata e setores com características Polvo coexistindo. Mas é possível encontrar oportunidades para que isso melhore, e uma delas está no desenvolvimento das soft skills da sua equipe.
Nem só as empresas precisam se adaptar
Se você deseja se tornar uma Organização Polvo, a mentalidade de quem faz atua nela é essencial. Segundo a Resume Template, a resiliência se torna uma das habilidades mais importantes para 2026. Ela ajuda os profissionais a se adaptarem a diferentes situações, e para isso, é necessário que estejam atentos ao contexto e acompanhem as mudanças que possam ocorrer dentro da empresa e que envolvem os clientes. Junto com essa skill, também se torna mais importante o pensamento crítico, a atenção aos detalhes e a colaboração.
Conte com a Nexa
Se você sente que sua empresa ainda é uma Organização Homem de Lata, mas reconhece a importância de mudar para uma Organização Polvo, a Nexa pode te ajudar. Podemos auxiliar desde o planejamento estratégico, na cocriação de novas estratégias e produtos, além de desenvolvermos soluções educacionais de acordo com as lacunas de desenvolvimento de diferentes times e profissionais, por meio de pesquisas, entrevistas e assessment.
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Crédito foto de capa: Ashley Christiano
Fontes: Harvard Business Review| Resume Templates